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sábado, 6 de março de 2010

Fragmento

Perdoa, se fui
a pedra,
a nuvem,
ou o espinho
e não flores
em teu caminho...

Esquece o que fui.

Esquece esta nota desafinada
que soou perdida
na harmoniosa tranqüilidade
de teus dias...

Perdoa esta nuvem
que pousou inconsciente
sobre o brilho de teus dias...

Esquece tudo.
E vê como os horizontes
te são azuis
e quanta promessa de luzes
e de festas
tuas manhãs te reservam.

Ouve e vê
como todas as coisas
parecem orquestrar
para ti
uma linda canção
de felicidade.

Então, depois, esquece.

Foste sempre
a longe estrela do céu
e eu o lago
a possuir-te em minhas águas
ilusoriamente...


(autor desconhecido)

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